É habitual, no automobilismo, dizer-se que, para vencer, primeiro é preciso terminar. E, em Monza, mais uma vez, ficou provado a validade de tal afirmação.
Quando tudo parecia apontar para vitórias de João Vaz, nos GT1 e de Luis Branco nos GT2, eis que, um incidente de prova retirava as possibilidades de vitória ao piloto do Sallen da Virtual Games e, um incidente, mais do GTR do que do desenrolar da corrida, retirava a mesma possibilidade a Luis Branco no Ferrari da Sonic.
Tudo isto, acabava por facilitar o regresso às vitórias de Tiago Mendes e de de Félix Simões.
GT1
Num circuito tão rápido como Monza, foi com alguma naturalidade que se assistiu a um dominio quer do Sallen de João vaz quer dos Maserati de Miguel Lopes e Pedro Costa. Mas, a grande duvida, residia no saber-se, até que ponto, os consumos iram jogar um papel na corrida.
Dada a partida, também começaram a ser evidentes as estratégias dos diferentes pilotos. Enquanto Vaz optava por um andamento super rápido, de modo a ganhar em pista o tempo que iria perder com a paragem adicional que o seu Sallen iria exigir, os pilotos do Maserati da Ghostspeed, optavam por um andamento mais moderado, na tentativa de poupança de combustivel e de menor temponas boxes.
Pelo desenrolar da prova, é de crer que a opção certa foi a tomada pelo piloto da Virtual Games já que, a vantagem conseguida em pista, lhe permitia encarar as 3 paragens a efectuar com algum descanso. Só que, um desentendimento com Luis Branco, no Ferrari F360 da Sonic, provocou uma saida de pista do Saleen preto, obrigando-o mesmo à desistência.
Atrás do então lider, Miguel Lopes, no Maserati, procurava adaptar o ritmo de prova ao de Tiago Mendes, no Aston Martin da Vitamina, o seu perseguidor directo, seguido pelo Maserati de Pedro Costa com os mesmos objectivos do seu colega de equipa) e, pelos Aston Martin de Nuno Coelho (TRK) e Alexandre Caetano (Vitamina), que iniciavam um duelo que duraria até ao final da corrida.
Após a desistência de J. Vaz, Tiago Mendes, a beneficiar do seu menor consumo e do já habitual ritmo rápido, constante e isento de problemas, ascendia ao comando, liderando calmamente até ao baixar da bandeira de xadrez.
Miguel Lopes, a sofrer com os consumos do Maserati, ao ser forçado a nova passagem pelas boxes nas voltas finais, tal como Pedro Costa, perdia o 2º lugar que ocupou durante a maior parte da corrida, descendo para 7º. Pedro Costa, acabava por beneficiar de um despiste do seu colega de equipa nas voltas finais, para terminar em 6º lugar.
Com todas estas movimentações, Alexandre Caetano e Nuno Coelho que, mantiveram um duelo mais próprio de corridas sprint ao longo de toda a prova, acabavam por ocupar o 2 e 3º lugares finais.
Logo atrás, ficava outro Aston Martin, pilotado por Tiago Moreira, da TRK que, após diversas e acaloradas batalhas com os Lamborghini de Mário Gama, André Melo,Pedro O'Connor, João Rodrigues e, o Corvette de Nuno martins, mostrando que Monza, ao contrário do esperado, afinal é pista favorável aos DBR9.
No 5º lugar, terminava Vitor Costa, no Corvette da TMM, a provar que numa prova de resistência, o importante mesmo, é ser rápido, constante e evitar todas as possiveis confusões. Só assim, se passa do ultimo lugar da grelha para o de outsider.
GT2
No reino dos Ferrari 360, Félix Simões, da TRK, voltou a conquistar nova pole position, reforçando as suas intenções para a prova italiana.
Dada a partida, foi com naturalidade que o piloto assumiu a liderança, evando atráz o seu colega de equipa Tiago Carvalho, Luis Branco (F 360 Sonic), Paulo Franco (F360 Morabia), Tiago Rodrigues (F360 Morabia), Vitor Barreto (BMW M3 Ghostspeed) e Marco Rosas (Porsche 930 biturbo Vitamina).
Mas, nem tudo seria sempre assim. À 3ª volta, Tiago Carvalho passava para o comando, Luis Branco à 12ª, Tiago carvalho à 14ª, Félix Simões, regressava ao primeiro posto à 15ª volta e, Luis Branco, 4 voltas depois, após intensa luta com o então lider, regressava à liderança, para aí permanecer durante 28 voltas.
Só que, o GTR tinha reservada uma "daquelas" surpresas para o piloto da Sonic, penalizando-o primeiro por cortes inexistentes e depois, mesmo com a visita obrigatória às boxes, com a desqualificação da prova.
Durante a corrida não tive qualquer aviso de um único corte, pois não cortei em qualquer volta - referiu no final o piloto. Ora o que me sucedeu, é que ao passar na meta levei com uma bandeira preta, razão pela qual desconcentrei-me e nem tentei fazer a primeira chicane (segui em frente). Ainda assim, prontamente dispus-me a ir à box, como fui, mas nunca me apareceu a indicação para cumprimento de stop and go (quando isso acontece e paramos na box, além de não dar para mudar pneus nem meter fuel surge a indicação de stop and go na placa de box que nos aparece quando paramos) .
Sem Luis Branco à frente, Félix Simões, assegurou uma vitória folgada sobre Tiago carvalho e Paulo Franco.